Homem conhecido como ‘Ferrugem’ foi detido no Sapê com 40 carretéis após denúncia e liberado mediante fiança.
Uma operação conjunta da Prefeitura de Niterói, por meio do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), e da Polícia Civil prendeu um comerciante de linha chilena na última quinta-feira (16). A ação ocorreu no bairro do Sapê e resultou na apreensão de 40 carretéis do material cortante e dois quilos de mármore moído.
O homem, conhecido como ‘Ferrugem’, é apontado como um dos maiores vendedores do produto ilegal na cidade. O mármore moído é uma substância utilizada na fabricação de cerol, que também foi apreendida no local.
A prisão em flagrante foi possível graças a uma denúncia anônima feita ao Disque-Denúncia, que mantém convênio com a Prefeitura de Niterói. Segundo as investigações, o suspeito já havia sido alvo de outra operação em 2023, quando a Polícia Militar o flagrou com grande quantidade de insumos para produção de material cortante.
Na 81ª DP, em Itaipu, foi confirmado que ‘Ferrugem’ possui anotações criminais e passagens por crimes como soltura de balões, lesão corporal, furto, calúnia e ameaça. Após ser detido, ele foi liberado mediante o pagamento de fiança.
A Prefeitura de Niterói, por meio do GGIM, monitora permanentemente esse tipo de crime, conforme informou o secretário do órgão, Felipe Ordacgy. Ele destacou que o Observatório de Segurança Pública de Niterói acompanha a evolução dos casos de linha chilena no estado, considerada uma grave ameaça à população.
Ordacgy ressaltou que o uso desse material tem provocado acidentes graves, inclusive fatais, afetando principalmente motociclistas e ciclistas. Por essa razão, o município decidiu agir de forma integrada para coibir a prática.
A comercialização, o porte e o uso da linha chilena são proibidos no estado do Rio de Janeiro, sujeitando os infratores a penalidades administrativas e criminais. O delegado titular da 81ª DP (Itaipu), Deoclécio de Assis, enfatizou a importância da colaboração da sociedade.
De acordo com o delegado, a Polícia Civil orienta que denúncias sobre a venda ou uso de linhas cortantes sejam imediatamente comunicadas aos órgãos competentes, reforçando o compromisso com a segurança.
A operação demonstra a relevância da integração entre os órgãos de segurança e fiscalização para fortalecer estratégias de prevenção e repressão a práticas ilegais que colocam vidas em risco. O GGIM informou que ações como essa serão intensificadas, especialmente em períodos de maior incidência de pipas, como férias escolares e épocas de ventos fortes, quando os riscos à população são maiores.