Colóquio na Secretaria de Educação marcou o fim de mostra sobre o legado de Lélia Gonzalez.
A Prefeitura de São Gonçalo, por meio da Secretaria de Educação, promoveu na última sexta-feira (17) um colóquio para professores e equipe pedagógica. O evento, realizado no pátio da Secretaria de Educação, encerrou a exposição “Lélia Gonzalez: Caminhos e Reflexões Antirracistas e Antissexistas”, focando no legado da educadora e ativista.
O colóquio, organizado pela Subsecretaria de Ações Pedagógicas, teve palestras da psicóloga Patrícia dos Santos Muniz e do professor João José do Nascimento. O objetivo foi aprofundar a discussão sobre os conceitos de Lélia Gonzalez, como “amefricanidade” e “pretuguês”, que propõem um modelo educacional afrocêntrico.
A exposição, que ficou no pátio da Semed e recebeu visitas de alunos da rede municipal, utilizou painéis educativos para destacar o papel de Lélia como pensadora e ativista. Ela reforçou a importância de um legado para a educação antirracista, conforme informações da Prefeitura.
Shirley Victorino, diretora do Centro Municipal de Formação Continuada Prefeito Hairson Monteiro dos Santos (Crefcon), ressaltou a importância do evento. “A ideia de hoje foi trazer uma formação continuada para os professores e equipe pedagógica das escolas, diretores escolares e coordenadores, para a gente amarrar o fim dessa exposição que constitui uma possibilidade de inserir, no currículo escolar, coisas importantes para a cultura do Brasil”, afirmou.
Ela explicou que termos como “amefricanidade”, abordado por Lélia Gonzalez, visam chamar a atenção para a invisibilidade dos povos originários e africanos na cultura brasileira. O evento buscou integrar esses temas relevantes ao currículo escolar, segundo a diretora.
Adriana Pereira, diretora da Escola Estadual Municipalizada Itaitindiba, destacou a relevância da exposição para a formação de profissionais e estudantes. “Essa exposição contribui em vários níveis, fortalecendo a identidade da cultura afro-brasileira, dialogando diretamente com a Lei 10.639, ajudando a cumprir essas diretrizes de forma mais profunda e contextualizada”, disse.
A diretora acrescentou que a iniciativa oferece repertório aos professores para abordar racismo e desigualdades sociais, promovendo práticas pedagógicas mais inclusivas. Além disso, a exposição impacta positivamente alunos negros e meninas, ao apresentar referências intelectuais historicamente marginalizadas, fortalecendo autoestima e pertencimento.
A exposição foi uma realização da Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh), em parceria com a Fundação Banco do Brasil e a Brasilcap, reforçando o compromisso de São Gonçalo com a educação inclusiva e a valorização da diversidade.