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Niterói debate acessibilidade e cultura antirracista com secretária nacional

Niterói sediou evento com a secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Nascimento, para debater acessibilidade e cultura antirracista.

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12/05/2026 17:19

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Secretária nacional Isadora Nascimento e autoridades em debate sobre acessibilidade e antirracismo em Niterói.
Secretária nacional Isadora Nascimento e demais participantes durante evento da Prefeitura de Niterói no Caminho Niemeyer. Foto: Luciana Carneiro. – Foto: Reprodução

Roda de conversa no Caminho Niemeyer lotou auditório e lançou cartilha sobre tecnologia assistiva

A Prefeitura de Niterói promoveu, na última segunda-feira (11), um evento para discutir a conexão entre acessibilidade e a construção de uma cultura antirracista. O encontro, que lotou o auditório do Caminho Niemeyer, contou com a participação da secretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isadora Nascimento.

Organizado pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e pelo Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados, o evento, intitulado “Território de direitos: cultura de acesso e letramento racial”, abordou a importância da interseccionalidade entre raça, gênero e deficiência na formulação de políticas públicas.

Além da secretária nacional, a roda de conversa reuniu a secretária municipal de Direitos Humanos, Cláudia Almeida, e o subsecretário de Promoção da Igualdade Racial, Oto Bahia. Representantes da sociedade civil também participaram, como Alex Sandro Lins, presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos de Niterói, e Lucília Machado, presidente do COMPED.

“A acessibilidade não é apenas uma questão técnica, mas uma decisão política sobre quem tem o direito de ocupar plenamente a cidade”, afirmou Isadora Nascimento. Ela ressaltou que a experiência da deficiência se entrelaça com outras desigualdades, como raça, classe e território, exigindo que uma cultura de acesso seja também antirracista.

Cláudia Almeida, secretária municipal, reforçou a ideia de que a cultura de acesso vai além dos direitos constitucionais. Segundo ela, é fundamental que as pessoas possam acessar todos os locais e equipamentos, desde calçadas até parques, e que a criação de políticas públicas inclusivas é um esforço coletivo.

Durante o evento, foi lançada a cartilha “Tecnologia Assistiva: entenda o que é e seus direitos”, oferecida em formatos acessíveis, como áudio e Libras. O material, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com a Prefeitura de Niterói, está vinculado ao Plano Novo Viver sem Limite do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Isadora Nascimento também destacou que Niterói foi o primeiro município do Estado do Rio de Janeiro a aderir ao Plano Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência. A adesão, conforme a secretária nacional, foi possível graças ao trabalho já existente na cidade em prol da inclusão e acessibilidade.