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Niterói sedia encontro nacional de prefeitas e adere a Plano de Cuidados

Niterói recebe prefeitas e vice-prefeitas do país no evento "Elas Governam" e adere ao Plano Nacional de Cuidados, com foco em equidade de gênero.

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19/05/2026 16:19

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Prefeito, primeira-dama e outras autoridades femininas no palco do Theatro Municipal durante o evento "Elas Governam" em Niterói.
Prefeito Rodrigo Neves, primeira-dama Fernanda Neves e secretária Thaiana Ivia, ao lado de prefeitas convidadas, durante a abertura do encontro. Foto: Evelen Gouvêa. – Foto: Reprodução

Evento “Elas Governam” reúne lideranças femininas do país para debater o enfrentamento ao feminicídio e políticas de gênero.

Niterói se tornou palco, nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, da segunda edição do encontro “Elas Governam”, que reúne prefeitas, vice-prefeitas e secretárias municipais de todo o Brasil. Durante a cerimônia de abertura, realizada no Theatro Municipal, o município fluminense formalizou sua adesão ao Plano Nacional de Cuidados, uma iniciativa do Governo Federal.

O Plano Nacional de Cuidados visa promover a equidade de gênero, valorizar o trabalho de cuidado e fomentar a corresponsabilidade social. O evento, promovido pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), tem como tema principal “Lideranças femininas no enfrentamento do feminicídio”.

A solenidade de abertura contou com a presença do prefeito Rodrigo Neves, da primeira-dama e coordenadora do programa Niterói por Elas, Fernanda Neves, e da secretária da Mulher, Thaiana Ivia. Também participaram Márcia Conrado, prefeita de Serra Talhada (PE) e presidente da Comissão de Prefeitas da FNP, e Margarida Salomão, prefeita de Juiz de Fora (MG).

Em seu discurso, o prefeito Rodrigo Neves ressaltou a importância da união entre homens e mulheres para superar séculos de exclusão feminina. O chefe do executivo municipal de Niterói destacou que ainda são registrados, em média, quatro feminicídios por dia no Brasil, e reforçou o compromisso de Niterói em ser uma cidade que promove o protagonismo e o respeito às mulheres.

Fernanda Neves, primeira-dama do município, enfatizou a necessidade de construção coletiva na defesa da pauta feminina. Ela sublinhou que a boa vontade não é suficiente sem orçamento público direcionado a ações que impactem diretamente a vida das mulheres, algo que, segundo ela, Niterói tem feito com metas na administração municipal para promover a equidade de gênero.

A secretária da Mulher, Thaiana Ivia, informou que Niterói não registra casos de feminicídio há 15 meses, atribuindo o resultado a políticas públicas robustas e integradas. A secretária explicou que as ações vão desde o acolhimento até a conquista da independência financeira, com o objetivo de que as mulheres não apenas sobrevivam, mas também empreendam, liderem, prosperem e ocupem os espaços que desejarem.

Márcia Conrado, prefeita de Serra Talhada e presidente da Comissão de Prefeitas da FNP, justificou a escolha de Niterói para sediar a segunda edição do “Elas Governam” devido às políticas públicas de gênero bem-sucedidas adotadas pela gestão municipal. Ela afirmou que o encontro servirá para a troca de experiências exitosas e para fortalecer a união no combate ao feminicídio.

O primeiro dia do evento incluiu quatro mesas de debate, abordando temas como o Pacto Brasil para o enfrentamento do feminicídio, a autonomia econômica das mulheres, brechas na lei e acesso à Justiça, e a redução do “apagão de dados” sobre a violência contra meninas e mulheres.

Margarida Salomão, prefeita de Juiz de Fora, salientou a relevância de um pacto federativo para o fim da violência contra as mulheres. Ela observou que a articulação entre os poderes é uma política pública essencial para enfrentar os números alarmantes registrados no país.

Organizado pela Comissão de Prefeitas da FNP em parceria com a Prefeitura de Niterói, o “Elas Governam” conta com apoio técnico do Instituto Alziras e do Sebrae RJ. O encontro busca fomentar o diálogo interfederativo sobre o combate ao feminicídio, à misoginia e a outras formas de violência de gênero no Brasil, além de discutir desafios da era digital e dar visibilidade a boas práticas de prevenção, acolhimento e atendimento a sobreviventes.