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Operação Asfixia interdita ferro-velho clandestino no Fonseca, em Niterói

Prefeitura de Niterói e forças de segurança interditaram ferro-velho clandestino no Fonseca durante a Operação Asfixia, combatendo a receptação de furtos.

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20/05/2026 22:21

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Agentes da Operação Asfixia fiscalizam ferro-velho clandestino no bairro Fonseca, em Niterói, com viaturas ao fundo.
Ação integrada da Prefeitura de Niterói e forças de segurança resultou na interdição de um estabelecimento irregular no Fonseca. (Foto: Divulgação) – Foto: Reprodução

Ação integrada da Prefeitura e forças de segurança combate receptação de materiais furtados e reforça a segurança na Zona Norte.

A Prefeitura de Niterói, por meio da Operação Asfixia, realizou nesta terça-feira (19) a interdição de um ferro-velho clandestino no bairro do Fonseca. A ação, que marcou a 21ª etapa da operação, teve como principal objetivo fiscalizar estabelecimentos irregulares e combater a receptação de materiais provenientes de furtos e roubos.

O estabelecimento, localizado na Rua Bonfim, foi interditado pela Vigilância Sanitária devido a irregularidades administrativas e sanitárias. Além disso, sofreu sanções ambientais que resultaram no encerramento imediato de suas atividades.

A força-tarefa também esteve no Morro do Abacaxi para verificar a situação de um grande ferro-velho que havia sido desmantelado em 2025. No local, as equipes confirmaram o encerramento definitivo das atividades.

A Operação Asfixia foi coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e contou com a participação do Núcleo de Ações Integradas do GGIM, das delegacias da 77ª DP e 78ª DP, do 12º BPM, da Vigilância Sanitária, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SMARHS), da FIPO/SEOP, da Coordenadoria de Ações Táticas da Guarda Municipal (CAT/GCM) e da CLIN.

O secretário do Gabinete de Gestão Integrada Municipal, Felipe Ordacgy, destacou a importância da iniciativa para enfraquecer o crime organizado. Segundo ele, a operação atua diretamente na cadeia de receptação que fomenta furtos e roubos na cidade, promovendo ordem urbana e segurança pública.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Júlio César, ressaltou que o combate a estabelecimentos clandestinos atinge financeiramente estruturas criminosas. Para ele, a integração entre a Prefeitura e as forças de segurança é crucial para reduzir os índices de criminalidade e aumentar a sensação de segurança da população.

Desde o início do programa, até 19 de maio de 2026, a Operação Asfixia já realizou 21 ações, fiscalizando 41 estabelecimentos. Este trabalho resultou em 18 pessoas presas ou conduzidas à delegacia, 21 interdições e 28 autuações, intimações ou notificações.

Entre as apreensões acumuladas estão 13 máquinas de jogos de azar, 12 quilos de fios de cobre, 28 botijões de gás, uma balança, 51 cápsulas deflagradas e duas munições intactas de calibre 9 milímetros.

A operação também recuperou um veículo, uma bicicleta e uma motocicleta Biz com sinais de roubo ou furto. Foram apreendidos dois motores adulterados e retida outra motocicleta com materiais de origem duvidosa. Um veículo foi autuado por irregularidade administrativa, e multas nos valores de R$ 37.651,74 e R$ 12.550,58 foram aplicadas.

O delegado titular da 78ª DP, Fabio Pacifico, enfatizou que essas operações são parte de uma política permanente de fiscalização e inteligência. Já o delegado da 77ª DP, Claudio Ascoli, afirmou que o trabalho conjunto amplia a capacidade investigativa, auxiliando na identificação de pontos de circulação de materiais ilícitos e fortalecendo o enfrentamento aos crimes patrimoniais.