Agentes da ASAS aprenderam a usar câmeras especiais para estudar animais silvestres sem interferência humana
Equipes da Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), ligada à Secretaria de Meio Ambiente e Transportes da Prefeitura de São Gonçalo, participaram de um treinamento sobre armadilhas fotográficas na última sexta-feira (24).
A capacitação, realizada em Cachoeiras de Macacu, em um trecho de Mata Atlântica, visa fortalecer as ações de preservação ambiental na região.
O curso, promovido pela SOS Vida Silvestre e pelo Projeto Felinos da Serra, abordou diversas técnicas de monitoramento da fauna. Os participantes aprenderam sobre estratégias para estudar espécies, configurar equipamentos, instalá-los em campo e analisar os dados coletados.
Segundo Fernando Medeiros, biólogo, técnico ambiental e responsável pela ASAS, as armadilhas fotográficas são câmeras digitais camufladas, ativadas por sensores de movimento ou calor. Ele explicou que esses equipamentos registram os animais sem interferir na natureza, auxiliando no estudo da fauna local.
Medeiros destacou que a técnica é fundamental para a contagem de animais, a proteção da vida silvestre e a identificação de desequilíbrios ecológicos. A análise dos registros permite compreender a presença e a variação das espécies ao longo do tempo.
O secretário de Meio Ambiente e Transportes, Fabio Lemos, ressaltou que esta é mais uma iniciativa de capacitação para os agentes. Ele mencionou que, na semana anterior, outros membros da ASAS e da Guarda Ambiental fizeram um curso sobre acidentes com animais peçonhentos, ministrado pelo Instituto Vital Brazil e SOS Vida Silvestre.
Lemos afirmou que esses treinamentos são essenciais para a preservação da vida selvagem e para a segurança das pessoas. A qualificação dos profissionais contribui diretamente para a atuação eficaz em campo.
As ações de capacitação, conforme a Prefeitura de São Gonçalo, reforçam o compromisso da cidade com a conservação ambiental e a proteção da biodiversidade local.