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Jiboia de 2 metros é solta em São Gonçalo após reabilitação pela ASAS

ASAS de São Gonçalo devolve à natureza uma jiboia adulta de 2 metros, após reabilitação. O réptil foi resgatado em Niterói e recebeu cuidados na unidade.

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16/08/2026 13:01

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Jiboia adulta de dois metros sendo solta na natureza por equipe da ASAS em São Gonçalo.
Equipe da ASAS e Guarda Municipal realiza a soltura de jiboia adulta em área de preservação em São Gonçalo. (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Gonçalo) – Foto: Reprodução

Réptil foi resgatado em Niterói e recebeu cuidados em unidade de São Gonçalo, que já reabilitou mais de 5 mil animais.

Uma equipe da Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS), de São Gonçalo, devolveu à natureza uma jiboia adulta, com aproximadamente dois metros de comprimento. A soltura ocorreu na última quarta-feira (12), em uma área de habitat natural no município.

O réptil havia sido resgatado em uma via pública de Piratininga, Niterói, na segunda-feira (10), por agentes da Guarda Municipal niteroiense. Após o resgate, a jiboia foi encaminhada para a ASAS, unidade vinculada à Secretaria de Meio Ambiente e Transportes da Prefeitura de São Gonçalo.

Na ASAS, o animal passou por exames clínicos e de manejo, seguindo os protocolos estabelecidos para o atendimento à fauna silvestre. A avaliação constatou que a jiboia apresentava comportamento típico da espécie, sem lesões ou sinais de enfermidade, e com condição corporal satisfatória, sem estresse excessivo. Por isso, foi considerada apta para retornar à natureza.

A escolha do local de soltura foi feita após estudos, para garantir a compatibilidade ecológica com a espécie. A ação foi realizada em parceria com o Grupamento de Proteção Ambiental (GPAm) da Guarda Municipal. A localização exata não foi divulgada, uma medida que visa assegurar a proteção do animal.

O secretário de Meio Ambiente e Transportes, Fabio Lemos, destacou a importância da escolha do habitat. Ele informou que a vegetação nativa do local era ecologicamente compatível com as exigências da jiboia, oferecendo abrigo e fontes potenciais de alimentos, além de segurança ambiental.

Lemos ressaltou que todos os animais que chegam à ASAS recebem cuidados guiados por protocolos técnicos e legais, com foco na saúde e conservação das espécies. Segundo o secretário, a unidade, aberta em 2022, é referência em todo o Estado do Rio de Janeiro na reabilitação de animais silvestres.

A ASAS desempenha um papel central na proteção da biodiversidade local. Desde sua inauguração em 2022, a unidade já atendeu 5.627 animais, que passam por triagem e cuidados veterinários. Parte deles é reabilitada e preparada para soltura, enquanto outros são direcionados a instituições especializadas.

Os animais silvestres chegam à ASAS por entrega voluntária da população ou por resgates feitos pelo Grupamento de Proteção Ambiental (GPAm) da Guarda Municipal e outros órgãos. A Prefeitura esclarece que a ASAS é destinada exclusivamente a espécies nativas da Mata Atlântica e não acolhe animais domésticos.

A população pode colaborar com o trabalho da ASAS entrando em contato pelos canais oficiais sempre que encontrar animais silvestres em situação de risco.