Índice de Infestação Predial foi de 0,6%, mantendo a cidade na faixa de menor alerta.
A Prefeitura de São Gonçalo, por meio da Secretaria de Saúde e Defesa Civil, divulgou que o município mantém um baixo risco de contaminação por dengue. O resultado é do primeiro Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) realizado na cidade entre os dias 3 e 9 de maio. O Índice de Infestação Predial (IIP) foi de 0,6%, valor considerado de baixo risco.
O LIRAa, metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde, avalia a presença do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Foram inspecionados 21.632 imóveis em diversos bairros da cidade, com amostras recolhidas em 51 extratos e larvas encontradas em 40 deles.
Marcelo Lima, diretor da Vigilância em Saúde Ambiental, ressaltou que a manutenção do baixo risco é fruto de um trabalho contínuo das equipes. Ele destacou as ações de monitoramento, visitas domiciliares, orientação e eliminação de criadouros em todas as regiões do município.
Apesar dos índices positivos, o diretor alertou para a importância da colaboração da população. “A prevenção continua sendo a principal ferramenta contra doenças como dengue, zika e chikungunya”, afirmou Lima, reforçando a necessidade de evitar água parada e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias.
Os dados do levantamento são cruciais para direcionar as ações de pulverização de inseticida, realizadas semanalmente, e outras estratégias de prevenção. A análise por bairro mostrou que 75,58% das áreas inspecionadas apresentaram baixo índice de infestação, entre 0,0% e 0,9%.
Já 19,77% dos bairros foram classificados com médio risco de infestação, com índices entre 1,0% e 3,9%. Apenas 4,65% das localidades registraram alto índice de infestação, entre 5,2% e 8%. Estes bairros foram identificados como Salgueiro, Palmeiras, Cruzeiro do Sul e Recanto das Acácias.
O estudo também identificou os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti. Depósitos de água para consumo humano em nível do chão lideram, com 29,9% das amostras. Em seguida, aparecem os depósitos removíveis, como vasos de plantas e pratos, com 24,6%.
Os depósitos fixos, como ralos e calhas, representaram 15,7% dos criadouros. Resíduos sólidos, como garrafas e latas, somaram 14,9%, enquanto pneus foram responsáveis por 11,2%. Caixas d’água elevadas e depósitos naturais tiveram 2,2% e 1,5%, respectivamente.
A Vigilância em Saúde Ambiental de São Gonçalo está agora em um novo endereço, na Rua Vereador Clemente Souza e Silva, 440, em Zé Garoto. A população pode solicitar visitas para casos de infestação de vetores, com atendimento médio em uma semana, pelo telefone (21) 99388-6484.