As lagoas de Maricá têm dono, e ele está de olho. Nesta terça-feira (10/03), o Grupamento Especial de Defesa Ambiental da Guarda Municipal (GEDAM), vinculado à Secretaria de Segurança Cidadã, realizou uma operação de fiscalização no sistema lagunar do município, cobrindo o trecho que vai de Guaratiba até São José do Imbassaí.
O objetivo foi identificar e coibir irregularidades como pesca predatória, redes ilegais, acampamentos clandestinos e sinais de degradação ambiental. Materiais que representavam risco à fauna local e aos próprios pescadores foram retirados durante o patrulhamento nas margens e canais das lagoas.
Fiscalizar para proteger e também para orientar
Mais do que autuar, a ação teve um forte componente educativo. Os agentes do GEDAM foram ao encontro dos pescadores para dialogar sobre técnicas sustentáveis e práticas regulamentadas de pesca.
Segundo a guarda municipal Freitas, do GEDAM, a presença constante nas lagoas serve tanto para garantir o cumprimento das normas quanto para aproximar o poder público de quem depende daquele ecossistema para sobreviver.
Quem pesca sabe: lagoa preservada é lagoa produtiva
A voz de quem vive da pesca artesanal reforça a importância da iniciativa. Wando Pires, 49 anos, pescador de Ponta Negra e terceira geração da família no ofício, foi um dos que conversaram com os agentes durante a operação.
Para ele, preservar as lagoas não é questão apenas ambiental, é econômica. Quem cuida do meio ambiente está, na prática, cuidando da própria fonte de renda. A manutenção dos canais abertos e o combate à pesca predatória são, segundo ele, fundamentais para que as lagoas continuem vivas e produtivas.
A operação integra as ações contínuas da Secretaria de Segurança Cidadã no monitoramento e proteção dos recursos naturais do município, um dos patrimônios ambientais mais relevantes de Maricá.