Método DNA/HPV, mais eficaz e com maior intervalo de realização, estará disponível a partir de segunda (22).
São Gonçalo se torna uma das cidades pioneiras no país a oferecer um novo método de rastreamento para o câncer de colo do útero. O exame, conhecido como DNA/HPV, estará disponível a partir da próxima segunda-feira, dia 22 de julho, na Clínica Municipal Gonçalense da Lagoinha. A iniciativa da Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, visa aprimorar a prevenção para mulheres entre 25 e 64 anos.
Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o DNA/HPV substituirá o exame citopatológico tradicional, o Papanicolau. O procedimento de coleta para as pacientes permanece o mesmo, mas o material analisado é diferente, focado na identificação do vírus.
A principal vantagem do novo método é a sua capacidade de detectar a presença do Papilomavírus Humano (HPV) antes que ele cause lesões nas células do colo do útero. O Papanicolau, por sua vez, só identifica alterações celulares quando as lesões já estão presentes, segundo informações da pasta.
Outro benefício significativo é o intervalo entre os exames. Enquanto o Papanicolau é recomendado a cada três anos, o DNA/HPV pode ser realizado a cada cinco anos, caso o resultado inicial seja negativo para o vírus. Em caso de resultado positivo, a paciente será prontamente encaminhada para exames adicionais e tratamento, visando impedir o desenvolvimento de lesões cancerígenas.
São Gonçalo foi selecionada pelo Ministério da Saúde como uma das cidades para a implantação inicial do exame de DNA/HPV. Daiana Raposo, coordenadora do Programa Municipal de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, destacou que os profissionais receberam treinamento e estão capacitados para a nova metodologia. Ela afirmou ainda que a medida faz parte da modernização e ampliação do cuidado preventivo às mulheres gonçalenses.
Inicialmente na Clínica da Lagoinha, o exame estará disponível em livre demanda, sem necessidade de agendamento, até 31 de julho. Nos próximos meses, o DNA/HPV será expandido para outros polos sanitários e clínicas municipais, com novas unidades tendo acesso ao exame a cada três meses. O objetivo é que todas as unidades de saúde da Atenção Primária, as USFs, ofereçam o serviço.
Para realizar o preventivo, as mulheres precisam seguir algumas recomendações: não ter tido relação sexual nos três dias anteriores ao exame, não estar menstruada e não usar pomadas ginecológicas nos dois dias que antecedem o procedimento. A documentação exigida inclui identidade, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência, todos com cópias.