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Saúde de São Gonçalo garante atendimento domiciliar a pacientes

A Prefeitura de São Gonçalo garante atendimento médico domiciliar através do SAD, com equipe multiprofissional para pacientes acamados e com dificuldade de locomoção.

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20/06/2026 13:50

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Profissionais de saúde do SAD de São Gonçalo atendem paciente em casa, oferecendo cuidados domiciliares e reabilitação.
O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) da Prefeitura de São Gonçalo leva cuidados de saúde a pacientes que não podem se deslocar. Foto: Renan Otto. – Foto: Reprodução

Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) conta com equipe multiprofissional para prevenção, reabilitação e cuidados paliativos.

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Gonçalo oferece um serviço de atendimento domiciliar a moradores que precisam de cuidados contínuos e não conseguem se deslocar até uma unidade de saúde. O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) assegura assistência multiprofissional diretamente nas residências dos pacientes.

O programa atende pessoas acamadas ou com dificuldades de locomoção, incluindo casos de doenças agudas, crônicas ou degenerativas, além de cuidados paliativos e pacientes com lesões por pressão. A abordagem do SAD é descrita como humanizada, buscando promover o bem-estar dos gonçalenses.

Segundo Monique Corrêa, coordenadora geral do SAD, o serviço garante a continuidade do cuidado para pessoas que necessitam de atenção de média complexidade, mas que podem ser acompanhadas em casa com segurança. Conforme a coordenadora, o objetivo principal é substituir ou reduzir internações hospitalares e promover a desospitalização de forma segura e qualificada.

A iniciativa, de acordo com Monique Corrêa, também melhora a qualidade de vida do paciente, diminui os riscos de infecções hospitalares e contribui para a otimização da rede de saúde municipal. O SAD conta com uma equipe composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, assistentes sociais, psicólogos e nutricionistas.

Esses profissionais acompanham a evolução clínica dos pacientes, oferecendo ações de prevenção, reabilitação, cuidados paliativos e promoção da saúde, até a alta, quando indicada. As visitas são planejadas de acordo com a necessidade de cada paciente, garantindo um cuidado individualizado.

O serviço ainda possui uma “Comissão de Curativos”, responsável pela avaliação e condução do tratamento de feridas. A comissão dispõe de mais de dez tipos de coberturas terapêuticas, aplicadas de forma criteriosa e personalizada para o manejo adequado e o fechamento de lesões por pressão, conforme a demanda individual, finalizou Monique.

O acesso ao SAD ocorre por encaminhamento de unidades de saúde da Atenção Primária, como USFs, clínicas e polos sanitários, ou de hospitais, durante o processo de alta hospitalar. O SAD está localizado na Rua Coronel Serrado, 1.078, Centro de São Gonçalo, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para mais informações, o telefone é (21) 3583-3143. Após a solicitação, a equipe técnica realiza uma avaliação para verificar os critérios de elegibilidade.

Entre os pacientes beneficiados, Jéssica Cristina Santos Pinto, de 34 anos, foi encaminhada ao SAD após ser internada por uma doença autoimune rara. Há três anos, ela iniciou os atendimentos em casa e, hoje, reabilitada, expressa gratidão pelos cuidados recebidos pelos profissionais.

“Só tenho a agradecer ao SAD. Desde a primeira equipe que me acompanhou no início até a outra, que veio nesse finalzinho. Quando vim para casa, eu estava acamada e só mexia o pescoço. Depois, fui para a cadeira, para o andador, andei de muletas e, hoje, graças a Deus e à equipe, eu estou bem e recuperada, conseguindo andar”, disse Jéssica.

Outro caso é o de Kerismar Costa de Carvalho, 45, que está em estado vegetativo após uma complicação cirúrgica e é acompanhada pelo SAD há seis meses. A mãe, a doméstica Ana Ruth Costa, 60, relata os avanços da filha. “Eu tenho ciência que ela está em estado vegetativo, mas a gente consegue ver uma boa evolução. Hoje, ela não tem mais lesões”, contou Ana Ruth.

A mãe de Kerismar observa pequenas melhorias, como interação visual. “Antes, a gente entrava no quarto, falava com ela e ela não tinha qualquer reação. Hoje, a gente já vê alguma interação. Ela me acompanha com os olhos, fica me olhando quando estou falando e entende algumas coisas que a gente fala”, detalhou.

Os profissionais do SAD também orientam os familiares sobre como proceder na ausência deles. “A fono já ensinou a engolir a saliva ou a cuspir e ela já entende quando a gente fala. O fisioterapeuta fez exercícios e nos ajudou a mexer com ela. Ela está mais flexível. As mãos estão mais relaxadas”, afirmou Ana Ruth.

A doméstica reforça sua gratidão ao serviço. “A gente que trata todo dia percebe as mudanças. Graças a Deus, eu tenho o SAD e tenho uma confiança muito grande neles. Sou muito grata. Sei que a minha filha está nas mãos de pessoas boas. Eu não teria condições financeiras para isso”, concluiu Ana Ruth.