Iniciativa visa transição econômica para base em conhecimento e tecnologia, atraindo talentos e empresas.
A Prefeitura de Niterói inaugurou, nesta segunda-feira (30), o Marco Zero do Distrito de Inovação da Cantareira. A iniciativa estratégica visa posicionar o município como um polo de desenvolvimento científico, tecnológico e econômico no país.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, explicou que o Distrito de Inovação faz parte da estratégia de transição da cidade para uma economia baseada no conhecimento, na ciência, na tecnologia e na inovação. O objetivo é integrar a prefeitura, universidades como a Universidade Federal Fluminense, o setor privado e o ecossistema de startups.
De acordo com o prefeito, a proposta busca estimular novos negócios, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico. A participação de diversas empresas e instituições fortalece esse ambiente inovador, criando condições para atrair investimentos e projetos estratégicos para Niterói. A meta é transformar o Distrito da Cantareira em um polo capaz de reunir talentos, startups e empresas âncoras, gerando empregos, renda e desenvolvimento econômico.
Durante o evento, foi formalizada a instalação do Conselho Diretor Técnico, CDT, que será a instância de governança técnico-científica do Distrito. Ele será responsável por definir diretrizes estratégicas, orientar a priorização de projetos e assegurar a articulação entre pesquisa, desenvolvimento tecnológico e políticas públicas.
Diversas instituições de destaque participam do Distrito, refletindo seu caráter integrado e multissetorial. Entre elas estão FINEP, FAPERJ, FIRJAN, Universidade Federal Fluminense, Petrobras/CENPES, Universidade Federal do Amapá, PUC Rio, Instituto Bio-Manguinhos, FIOCRUZ, Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, CBPF, e Laboratório Nacional de Computação Científica, LNCC. Empresas como IBM e NVIDIA também integram a iniciativa.
O Distrito de Inovação da Cantareira, localizado no histórico prédio da Cantareira, é uma iniciativa da Prefeitura de Niterói para criar um ambiente integrado de ciência, tecnologia e inovação. Ele reunirá universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e governo para desenvolver soluções tecnológicas avançadas, com foco na formação de talentos em áreas como computação de alto desempenho, inteligência artificial e computação quântica.
O projeto prevê a implantação progressiva de um data center de alto desempenho, HPC, e a criação das condições necessárias para a consolidação do Hub de Computação Quântica da Cantareira. A iniciativa é conduzida em parceria com colaboradores tecnológicos, como a IBM Quantum, e inclui acesso remoto à rede de computação quântica da IBM.
A secretária municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia, Juliana Benício, destacou o impacto do projeto. Segundo ela, o Marco Zero representa o início da construção de um ambiente estruturado para ciência, tecnologia e inovação em Niterói. A cidade está se conectando a redes de pesquisa avançadas e desenvolvendo soluções para desafios contemporâneos, ao mesmo tempo em que investe na formação de talentos e no fortalecimento do desenvolvimento local.
O espaço também contará com um ambiente dedicado à memória, além de uma galeria de arte e tecnologia. Estão previstas áreas de convivência e interação, projetadas para estimular o encontro entre pesquisadores, estudantes, empreendedores e a sociedade, transformando o local em um polo dinâmico de troca de conhecimento, inovação e produção cultural.
Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, que integrará o Conselho Diretivo Técnico do Distrito de Inovação da Cantareira, ressaltou a importância do projeto. Para ele, trata-se de uma iniciativa estratégica que combina inteligência artificial, computação de alto desempenho e outras tecnologias de ponta, posicionando o distrito como referência nacional em pesquisa e desenvolvimento. Contribuir com esse ecossistema, ao lado da Prefeitura, é uma oportunidade para fortalecer a competitividade da indústria e atrair empreendedores de base tecnológica.