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Maricá impulsiona produção de alimentos para diversificar economia e expandir mercados

Maricá, através da Amar, fortalece a produção local de alimentos e pesca artesanal, buscando expansão para mercados nacionais e internacionais e diversificando a economia.

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19/05/2026 15:20

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Presidente da Amar, Marlos Costa, durante apresentação sobre projetos de alimentos em Maricá.
Marlos Costa, presidente da Companhia Maricá Alimentos (Amar), em destaque durante programa de rádio sobre a produção local. Crédito: Divulgação – Foto: Reprodução

Companhia Maricá Alimentos (Amar) desenvolve projetos de filetagem, enlatamento e apoio à agricultura familiar, visando alto valor agregado.

A Prefeitura de Maricá, através da Companhia Maricá Alimentos (Amar), está focada em fortalecer a produção local e expandir alimentos da cidade para novos mercados, incluindo o internacional. A estratégia, que visa diversificar a economia municipal e gerar renda, foi detalhada nesta terça-feira (19/05) no programa Maricá em Pauta, da rádio 88,1 FM.

Uma das ações de destaque foi a participação da Amar na Brasil Origem Week, evento realizado em Portugal. Na ocasião, foram apresentados produtos desenvolvidos no município, como macarrão de aipim, frutas desidratadas, chocolate e projetos de pescado enlatado.

Segundo Marlos Costa, presidente da Amar, a presença em feiras nacionais e internacionais é fundamental para fortalecer a marca Maricá e abrir novas oportunidades de negócio. Ele afirmou que o alimento é um dos principais temas globais e a cidade possui potencial para ser uma potência na produção e distribuição, alcançando mercados nacionais e internacionais.

Ainda em 2026, a Amar prevê a instalação de novas unidades produtivas, como fábricas de chocolate e café. O foco será em itens de alto valor agregado, utilizando cacau agroecológico e café de pequenos produtores do Brasil, que será torrado, moído e encapsulado em Maricá.

Essa estratégia busca desenvolver novas atividades econômicas, preparando o município para um futuro com possível redução dos recursos de royalties do petróleo. A intenção é criar cadeias produtivas que gerem renda, empregos e receita para a cidade, conforme ressaltou Marlos Costa.

A companhia também atua para estruturar unidades de beneficiamento que ampliem o valor dos produtos da agricultura familiar e da pesca artesanal. Um exemplo é o centro de filetagem de pescado, em construção no Espraiado, em parceria com uma cooperativa de pescadores.

Marlos Costa exemplificou que a tilápia pescada nas lagoas, vendida a cerca de R$ 5 o quilo, pode ter seu valor multiplicado após a filetagem. Por isso, a presença de indústrias de beneficiamento é fundamental para agregar valor ao produto, gerar mais receita e empregos para a cidade.

Outro projeto é a fábrica de enlatamento de pescado, com previsão de construção no segundo semestre. A iniciativa incluirá produtos como pirarucu e tilápia, com potencial de venda nos mercados nacional e internacional. O presidente da Amar mencionou que pescadores artesanais aguardam essa unidade há décadas, visando que a maior parte da receita permaneça com quem trabalha.

O apoio à agricultura familiar também foi destacado. Um termo de fomento de R$ 150 mil foi assinado entre a Amar e a Associação de Agricultura Familiar de Maricá (Afamar). O recurso fortalecerá a produção local, auxiliando na compra de insumos, preparo da terra e colheita.

Marlos Costa explicou que essa parceria permite à Afamar ter capacidade para esses investimentos. A Amar, por sua vez, assume o compromisso de adquirir essa produção ao final, para sua comercialização no mercado.

Ainda em Portugal, a Amar firmou um pré-contrato com o grupo espanhol MSB, referência no cultivo e beneficiamento de mexilhões na Galícia. A parceria visa trazer para Maricá uma tecnologia inédita no Brasil, focada no cultivo, crescimento e beneficiamento de mariscos.

Essa tecnologia, que segue rigorosas normas sanitárias da União Europeia, pode posicionar Maricá como fornecedora de mariscos frescos para restaurantes e mercados das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. A meta é tornar a cidade uma das maiores produtoras de mexilhões do país, segundo Marlos Costa.

O projeto também insere o município na chamada economia azul, que foca no uso sustentável dos recursos marinhos para gerar emprego, renda e desenvolvimento. Costa concluiu que Maricá se coloca na linha de frente ao resgatar a pesca artesanal e avançar na industrialização e produção em escala, o que significa mais postos de trabalho e mais desenvolvimento para a cidade.