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Niterói inaugura Casa Acolher Bárbara Siqueira para vítimas de violência

Niterói inaugura a Casa Acolher Bárbara Siqueira, novo equipamento para mulheres vítimas de violência. O espaço oferece acolhimento e proteção, reforçando a rede municipal.

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01/07/2026 20:04

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Autoridades e família de Bárbara Siqueira na inauguração da Casa Acolher em Niterói.
Prefeito Rodrigo Neves, primeira-dama Fernanda Neves e secretária Thaiana Ivia entre as autoridades presentes na inauguração do novo espaço. Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói. – Foto: Reprodução

Novo espaço oferece acolhimento emergencial e provisório, fortalecendo a rede de proteção às mulheres na cidade.

A Prefeitura de Niterói inaugurou, nesta quarta-feira (1º), a Casa Acolher Bárbara Siqueira, um novo equipamento da Secretaria Municipal da Mulher. O espaço é destinado ao acolhimento emergencial e provisório de mulheres em situação de violência, com ou sem filhos, na cidade.

A iniciativa busca expandir a rede municipal de proteção, oferecendo um ambiente seguro e humanizado. O local está preparado para proporcionar escuta qualificada, cuidado e apoio, visando auxiliar as mulheres a romperem o ciclo da violência e reconstruírem suas vidas com dignidade, conforme divulgado pela prefeitura.

A cerimônia de descerramento da placa contou com a presença do prefeito Rodrigo Neves, da primeira-dama e coordenadora do programa Niterói por Elas, Fernanda Neves, e da secretária Municipal da Mulher, Thaiana Ivia. Também estiveram presentes a família de Bárbara Siqueira, a delegada da Deam Niterói, Elisa Borboni, a ativista feminista e escritora Schuma Schumaher, além de outras gestoras municipais.

O prefeito Rodrigo Neves ressaltou que Niterói completa 17 meses sem nenhum feminicídio, o que, segundo ele, é uma conquista da sociedade e resultado de investimentos em políticas de prevenção. “A inauguração da Casa Acolher Bárbara Siqueira fortalece ainda mais essa rede de proteção”, afirmou o prefeito, mencionando outras iniciativas como auxílio social, o programa SOS e um aplicativo de apoio.

A prefeitura atribui a esse conjunto de políticas públicas o período sem feminicídios na cidade. Entre as ações, estão o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), os Núcleos de Atendimento à Mulher (NUAM), a Sala Lilás e o Auxílio Social para Mulheres em Situação de Violência. Programas de qualificação e geração de renda, como o Mulher Líder e o coworking Espaço Empreender, também são citados como importantes para a independência financeira e o rompimento do ciclo da violência.

O nome da Casa Acolher homenageia Bárbara Siqueira, que teve uma trajetória marcada por seu compromisso com políticas públicas, cultura, educação e desenvolvimento social em Niterói. A escolha do nome simboliza a continuidade do investimento da cidade na proteção e promoção dos direitos das mulheres.

Fernanda Neves destacou que Niterói serve de exemplo ao tratar a pauta de gênero de forma integrada em toda a gestão. “A entrega da Casa Acolher Bárbara Siqueira é muito importante, porque é um equipamento que vem para somar a essa rede de proteção”, disse a primeira-dama.

A secretária municipal da Mulher, Thaiana Ivia, enfatizou que a Casa Acolher integra uma política pública estruturada para garantir proteção imediata e acompanhamento contínuo. “Trabalhamos pelo feminicídio zero. A Casa Acolher vem para fortalecer essa proteção, oferecendo acolhimento temporário e garantindo que mulheres e seus filhos possam permanecer seguras e recomeçar suas vidas”, declarou a secretária, reforçando o simbolismo do nome Bárbara Siqueira.

Mais do que um abrigo temporário, a Casa Acolher funcionará como uma porta de entrada para uma rede integrada de atendimento. Após o acolhimento emergencial, as mulheres poderão ser inseridas em programas municipais de proteção social, incluindo o auxílio social que garante condições para retomarem suas vidas com autonomia e segurança, conforme a Prefeitura.

A rede de políticas públicas em Niterói já inclui o atendimento especializado do CEAM e NUAM, que oferecem acompanhamento psicossocial e jurídico, além de ações de prevenção. O auxílio social, no valor de R$ 1.518 por mês, é concedido por um ano para mulheres em situação de violência, fortalecendo sua autonomia e independência financeira.

A delegada da Deam Niterói, Elisa Borboni, também elogiou o trabalho da prefeitura. “Não é por acaso que estamos completando 17 meses sem feminicídio, em um país onde, em média, quatro mulheres são mortas todos os dias. Em Niterói, essa realidade é diferente e é resultado de todo esse investimento”, afirmou Borboni.

Schuma Schumaher, ativista feminista antirracista e consultora da SocialTec, organização responsável pela gestão do CEAM Espaço Empreender, expressou seu encantamento com as ações desenvolvidas em Niterói. “Estamos inaugurando não apenas um espaço físico, mas um espaço com humanidade. Um espaço que vai acolher, não vai tutelar as mulheres, mas vai recebê-las como elas merecem”, pontuou Schumaher, destacando que Niterói mostra ser possível vencer a violência contra a mulher com políticas públicas integradas.

Bárbara Siqueira, a homenageada, foi uma gestora pública, militante social e liderança política que dedicou sua vida à construção de políticas públicas e ao fortalecimento das ações sociais em Niterói. Sua atuação no movimento estudantil, na administração pública e na presidência do Caminho Niemeyer marcou uma trajetória de compromisso com o bem comum e com as pessoas, segundo informações da prefeitura.

A Casa Acolher, ao receber seu nome, celebra esse legado de coragem e dedicação, mantendo viva sua história em cada mulher que encontrar no local um espaço de proteção e um novo começo.