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Maricá avança em projeto para produzir cacau e ter fábrica de chocolates

Maricá inicia plantio experimental de cacau e adquire maquinário para fábrica de chocolates, com expectativa de produzir 10 toneladas/mês e fortalecer agricultura familiar.

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07/07/2026 15:02

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Pés de cacau sendo plantados em Maricá, RJ, para futuro projeto de fábrica de chocolates e fortalecimento da agricultura local.
O projeto da AMAR prevê o plantio de 100 pés de cacau experimentalmente neste ano na Fazenda Nossa Senhora do Amparo. Foto: Divulgação. – Foto: Reprodução

Iniciativa da AMAR prevê plantio experimental e capacidade de produção de até 10 toneladas por mês, fortalecendo a agricultura familiar.

Maricá deu um passo importante no projeto de produção de cacau e implantação de uma fábrica de chocolates, com o início do plantio experimental e a aquisição de maquinários. A informação foi divulgada pela Prefeitura nesta terça-feira, 7 de julho, data em que se celebra o Dia Mundial do Chocolate.

A Companhia Maricá Alimentos (AMAR) avança em uma nova etapa do projeto, que visa inserir o município na cadeia produtiva do cacau. A primeira fase inclui o plantio de 100 pés de cacau na Fazenda Nossa Senhora do Amparo ainda neste ano.

Simultaneamente, a AMAR prossegue com a implantação da fábrica, que terá capacidade para produzir até 10 toneladas de chocolate por mês. O local fabricará massa, manteiga e pó de cacau, além de barras de chocolate com diferentes teores do fruto.

A diretora de Projetos da AMAR, Déborah Manhanini, destacou o potencial econômico do chocolate para a cidade. Ela afirmou que o início do plantio e a implantação da fábrica representam uma nova fase, fundamental para consolidar o segmento, fortalecer a agricultura familiar e impulsionar a cultura do chocolate no município.

Embora o estado do Rio de Janeiro não seja tradicionalmente produtor de cacau, estudos técnicos indicam que o cultivo é viável em Maricá. Para isso, são necessárias variedades adaptadas às condições climáticas da região e técnicas de manejo adequadas.

A engenheira agrônoma Esther Mariana Flaeschen, por sua vez, ressaltou que o projeto quebra paradigmas na agricultura fluminense, abrindo um cenário de oportunidades. Segundo ela, o objetivo não é competir em volume, mas sim produzir um cacau fino, especial e sustentável, preferencialmente em sistemas orgânicos e agroflorestais. Flaeschen enfatizou que o sucesso dependerá da escolha de variedades adaptadas ao clima local, aliadas a um manejo correto e à integração de inovações tecnológicas.

Além da produção de chocolates, a iniciativa busca estimular novos negócios ligados ao cacau, gerar renda para agricultores familiares e ampliar o valor agregado da produção agrícola local, seguindo um modelo de economia circular.

Os produtos da linha Chocolate AMAR estão atualmente em fase de desenvolvimento, estruturação e testes de mercado. Paralelamente, a companhia segue implantando agroindústrias, unidades de beneficiamento e centros logísticos que darão suporte à produção em escala.