Medidas emergenciais ocorrem em meio a investimento histórico de R$ 1,6 bi em saneamento e drenagem na cidade.
A Prefeitura de Maricá reforçou as medidas para lidar com os impactos das fortes chuvas no distrito de Itaipuaçu e determinou a paralisação da abertura de novas frentes de trabalho. As ações visam minimizar os transtornos causados pelo volume atípico de precipitação registrado nas últimas semanas, conforme informou a administração municipal nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026.
O distrito de Itaipuaçu acumulou mais de 112 milímetros de chuva em apenas 14 dias, um volume que supera a média mensal e representa 27% acima do esperado para o período, segundo a prefeitura.
Equipes da autarquia Serviços de Obras de Maricá (SOMAR) estão mobilizadas nos locais mais afetados. Os trabalhos incluem bombeamento contínuo de água, desobstrução de vias e atendimento às famílias impactadas, com atuação ininterrupta até a normalização da situação.
A gestão municipal decidiu que novas frentes de trabalho só serão abertas após a conclusão e reorganização dos trechos já em obras. As empreiteiras responsáveis pelas intervenções na cidade também foram orientadas a apresentar planos emergenciais para reduzir os transtornos aos moradores, especialmente em dias chuvosos.
O secretário de Governo e Grandes Obras, Honorato Fernandes, destacou que muitos dos pontos de alagamento são resultado de problemas de drenagem que persistem há décadas. Ele ressaltou que a prefeitura optou por enfrentar esse desafio estrutural para garantir uma solução definitiva e o desenvolvimento de longo prazo do município.
As intervenções fazem parte de um pacote de mais de R$ 1,6 bilhão em investimentos. Este valor abrange obras subterrâneas de saneamento básico, a instalação de um emissário submarino, a implantação de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), além de projetos de drenagem e urbanização.
Segundo a prefeitura, Maricá busca ampliar os índices de tratamento de esgoto. A cobertura, que era de 9% no início de 2025, tem a meta de alcançar 15% até o final de 2026. A projeção é que esse percentual chegue a cerca de 60% em todo o município até 2028.
Fernandes concluiu afirmando que obras de infraestrutura de grande porte podem gerar impactos temporários no dia a dia da população. No entanto, ele enfatizou que são essenciais para resolver questões históricas e assegurar maior qualidade de vida, saneamento e segurança viária para os moradores.
A administração municipal reforça que as medidas emergenciais buscam mitigar os efeitos imediatos das chuvas, enquanto os investimentos em saneamento visam transformar a infraestrutura da cidade a longo prazo.