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São Gonçalo capacita servidores para combate ao trabalho escravo

Servidores de São Gonçalo receberam capacitação do MPT-RJ para combater trabalho escravo. Ação visa qualificar profissionais no atendimento e apoio às vítimas.

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05/08/2026 19:01

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Servidores públicos de São Gonçalo em capacitação sobre combate ao trabalho escravo com MPT-RJ.
Servidores de São Gonçalo participam de treinamento sobre combate ao trabalho escravo, promovido pelo MPT-RJ. Foto: Renan Otto/Secretaria de Comunicação Social/Prefeitura de São Gonçalo. – Foto: Reprodução

A iniciativa do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro é a primeira do ano no estado e busca qualificar profissionais para acolher vítimas.

Servidores das secretarias de Assistência Social, Saúde e Educação de São Gonçalo participaram nesta quarta-feira (5) de uma capacitação sobre o combate ao trabalho escravo. O treinamento, realizado na Faculdade Estácio, em Alcântara, visa qualificar os profissionais para identificar e auxiliar vítimas na cidade.

A iniciativa integra o Projeto Estratégico de Capacitação da Rede de Atendimento às Vítimas de Escravidão Contemporânea (PRECAV), promovido pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ). A parceria conta com o projeto Ação Integrada, da Cáritas-RJ, e São Gonçalo foi o primeiro município fluminense a receber a qualificação neste ano.

A subsecretária de Proteção Social Especial da Secretaria de Assistência Social, Daiana Izabel, esteve presente na abertura do evento. Ela expressou satisfação com a realização do projeto na cidade e ressaltou a importância do tema, que, segundo ela, “parece antigo, mas, infelizmente, ainda é atual”. A subsecretária acrescentou que o treinamento fortalece as estratégias de atuação dos profissionais.

Durante a programação, foram apresentados painéis que abordaram a atuação do Ministério Público do Trabalho, as medidas do Governo do Estado e o atendimento a vítimas de trabalho escravo após o resgate.

A coordenadora do projeto Ação Integrada, Débora Alves, enfatizou a relevância da informação para a identificação de possíveis situações de trabalho escravo e para o acompanhamento das vítimas após o resgate. Conforme Débora Alves, a equipe técnica do projeto mantém contato com a rede municipal para auxiliar no suporte pós-resgate.

O objetivo central da capacitação é aprimorar o preparo dos profissionais que atuam diretamente com a população, garantindo um atendimento mais adequado e eficaz nos casos de trabalho escravo e tráfico de pessoas.